sexta-feira, 10 de abril de 2009

Compilação de Estudos Lusófonos:

http://www.4shared.com/file/97829287/35b0f292/compilacao_de_estudos_lusofonos.html

Uma compilação de poemas de agradável clima, devaneios de entusiasmo, flertes e danças entre a construção e a desconstrução com movimentos cíclicos e abundância de leveza na consciência.

Aproveitem a leitura.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Eu sou toda uma violência moral, empapada de jazz trompetes soprando meu fim a todo início, todo esforço.

um frio um aço uma insurgência poética uma navalha de corte fino uma queimadura de cigarro um vôo debruçado da varanda lá estou

estou no frio da morte nos olhos azulados aguados fundos de um cachorro cego no lado derrotado no fim da guerra

E não abro mão de decidir meu fim, venha ele num balaço que trespasse a cabeça ou numa fabulosa queda de um arranha-céu em construção.

Não abro mão de corromper o fim desse texto o fim dos meus textos o fim dos meus fins eu carrego todos os meus fins comigo pois não ponho fins nem objetivos nem precisão em lugar algum estarão sempre dentro de meus bolsos fundos ainda que isso signifique seguir reto pelo corredor e ignorar todos os possíveis amores flertes paralelos momentâneos de um segundo uns meses ou algo no meio desse tempo pois quando conseguisse querer-los ia por completos deixo-os voando para que voem das sacadas para que voem para debaixo dos /õnibus debaixo de homens debaixo de mulheres ou sobre eles para que não voem enterrem-se cada vez mais fundo dentro de si mesmos e nos outros para que -

Para que me deixem em paz e se importem comigo mesmo assim.

Rafael Lemos, 03-04-'09
A arte é um animal selvagem,
o mais faminto e perigoso dos leões que saltam de dentro do peito,
o verme que se alimenta de sangue e cresce
e precisa de mais sangue.

Essa é a arte.

Vou me certificar que meu filho fique longe disso tudo:
pinturas, livros, poemas, música, tudo.
Toda a poiesis, escuta que te digo:
"Afasta-te".
Se de mim não tem mais jeito,
ao menos do rebento que há de vir.
Este há de se dedicar a Physis,
esse não será aglomerado e engolido
por tuas fileiras vorazes
de sonhadores.

A arte e o amor.

Rafael Lemos, 03-04-'09.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Sur la Mort

A morte é o momento onde nos encontramos, heróicos.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

praying for myself, praying for yoll.

Loud Prayer

"Our father whose art's in heaven
hollow be thy name
unless things change
Thy wigdom come and gone
thy will will be undone
on earth as it isn't heaven
Give us this day our daily bread
at least three times a day
and forgive us our trespasses
as we would forgive those lovelies
whom we wish would trespass against us
And lead us not into temptation
too often on weekdays
but deliver us from evil
whose presence remains unexplained
in thy kingdom of power and glory
oh man"

Lawrence Ferlinghetti.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Isso pesa meu ar
Me falta a fala,
me faltam as palavras,
me engasgam.
Isso, quero te falar.


Me poe no meu lugar,
vou embora triste quieto

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Postanúncio para dar o link para o meu livretinho novo, que dessa vez não será impresso, só eletrônico.

o Nome é: "Oh!, Poet" &"Carta-caixinha de música-poema sem tom definido." ~Um meio idílio ciumento em poesia~

Trata-se de, como bem já diz o título, um idílio, encaixotado na fôrma de poesia, para ser lido em ritmo de ópera. Eis o link:

http://www.4shared.com/file/83780531/c463599a/Oh_Poet_e_Um_Idilio_Ciumento.html

Enjoyem, não é sempre que eu disponibilizo algo grátis, sou muito apegado àquilo que corrompe.

Bom, lembro outra vez que é para ser lido em ritmo de ópera.