sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Sur la Mort

A morte é o momento onde nos encontramos, heróicos.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

praying for myself, praying for yoll.

Loud Prayer

"Our father whose art's in heaven
hollow be thy name
unless things change
Thy wigdom come and gone
thy will will be undone
on earth as it isn't heaven
Give us this day our daily bread
at least three times a day
and forgive us our trespasses
as we would forgive those lovelies
whom we wish would trespass against us
And lead us not into temptation
too often on weekdays
but deliver us from evil
whose presence remains unexplained
in thy kingdom of power and glory
oh man"

Lawrence Ferlinghetti.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Isso pesa meu ar
Me falta a fala,
me faltam as palavras,
me engasgam.
Isso, quero te falar.


Me poe no meu lugar,
vou embora triste quieto

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Postanúncio para dar o link para o meu livretinho novo, que dessa vez não será impresso, só eletrônico.

o Nome é: "Oh!, Poet" &"Carta-caixinha de música-poema sem tom definido." ~Um meio idílio ciumento em poesia~

Trata-se de, como bem já diz o título, um idílio, encaixotado na fôrma de poesia, para ser lido em ritmo de ópera. Eis o link:

http://www.4shared.com/file/83780531/c463599a/Oh_Poet_e_Um_Idilio_Ciumento.html

Enjoyem, não é sempre que eu disponibilizo algo grátis, sou muito apegado àquilo que corrompe.

Bom, lembro outra vez que é para ser lido em ritmo de ópera.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Mariosidades I / Repeat All


Queria Muito Transcrever uma página de Mário de Andrade aqui, algo de pretexto, algo de "Amar, Verbo Intransitivo". Porém tal trecho do idílio fica para outa hora. Hora de outro dia.
Por ora, "Casio, Seiko, Sheraton, Toyota, Mars" (2005), de Sean Snyder.
Esse post nem merece meu nome, injustiça que seria com a montagen fotográfica e digníssimos nomes e livro!

Cantiga-embolada a amiga.

Hoje eu falei com ela, a menina
que tem a voz que eu gosto, de vida,
sofre como todo o povo, e tem a alma recheada
de alegria e continuação.

A menina que está longe.
A menina que eu já conheci longe, mas,
se for perguntar, vai descobrir:
eu já olhava de longe.
lá atrás, la longe, e, se não dizia, pensava,
"essa menina é admirável
essa menina vai longe"
Eu já olhava de longe.
Tolo. mal sabia que a menina já havia ido longe, passado tanta coisa,
era de terra longelongínqua, conhecia tudo.
E ia pra longe.

O tempo passou, ela se foi,
(abrem-se agora pausas, aspas, cortinas e noites velozes ao Ferreira Gullar):
"Quando você se for embora,
moça branca como a neve,
me leve.

Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.

Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.

E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento. "

E nessa bagagem do esquecimento, eu fui.
E, na bagagem do meu esquecimento, ela ficou.
E, de alguma forma que não lembro, ela me falou
e agora falamos os dois
da vida
e todos os problemas e alegrias e tristezas e vitórias, derrotas, empates e desvios e comemorações
que a vida tem. E ainda sobra um espacinho para não falar sobre nada
em
especial.

E hoje, eu precisei legal dela, e ela 'ava com uma ferramentinha,
faceira testando um microfone, acho
e eu ouvi a voz dela, voz que toca na minha rádio.
E, ouvi todo um resumão dessa vida forte que ela vive,
vida forte, de menina forte, de espírito forte, eu acho, pode ser sim, que alguém venha a contradizer, mas minha verdade é absoluta dentro do meu coração, fora talvez não

e foi pra ela que eu consegui dizer dos meus problemas, ela, ~
que não tinha nada a ver com eles.
Se meus problemas fossem flores envasadas,
ela foiquem passou embaixo da marquise,
enquanto meu eu desastrado fazia os vasos caírem,
coitada!, mas também!,
quem mandou ter amizade com um estabanado feito eu?

É,menina branca como a neve,
você não tinha culpa de nada,
e nossa conversa parou no meio,
mas eu te agradeço me deixar mais leve,
por me deixar te atingir em cheio,
e por deixar minha vista enxugada
com esse texto de linhas quebradas.

Rafael Lemos. 28-01-'09


Inserção textual: "Cantiga para não morrer", de Ferreira Gullar, em "Dentro da Noite Veloz", de 1978.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Velho Cavalo de guerra.

Uma coleção de quadrinhas desarranjadas.
Uma série em versos sobre a amizade.
Um compêndio vivo e bem público de Medicina.
Pele rasgada, sangue se esvaindo, fraqueza.
prepotência, viagens e escapismo, choro de olhos que julgavam ser sufciente aquilo que viam.
Bom trato e visistas, convites por piedade, ecletismo.
Vingança, sangue, sangue, sangue, sangue amigo, sangue quente, sangue que corre da pele branca, sangue que corre da pele preta.
a minha nova não necessidade de óculos, o meu novo desinteresse, quase como minha última desistência.
parei de lê-los, agora é onde começo a escrevê-los, não espere que eu jogue a chave, meu bem, a partida já está perdida.
minha nova estética impõe meu nome, impõe o novo a qualquer custo, o novo pior mas limpo e burro. de preferência, nenhum, nem novo nem velho.
vocês já me tiraram o sono, agora, não sei mais.
è que eu olho pro céu, devo estar a procura do meu lugar, parece somente pensado nisso
minha carne é fraca, mas é integra.
meu orgulho que não tive, agora é meu impenetrável.
Mais que meu, eu sou.

Vão à merda pra ver se é interessante como parece.

visitas marcadas, convites piedosos, larga a vida e vem a nós, nós te amamos! sou a babá, sou a governanta, sou claramente Fraulein que agora não tem mais trema. Sou seu Lume.
Eu não quero suas festinhas, nem suas exposições de corpos humanos pela falta de companhia.
Morto eu já estou, qual a diferença?
Desfiz tudo. E vou refazer outra vez.
já não será a primeira, será a mais dolorosa, será a mais frustrante.
Já é.
Cavalo de guerra afastado das operações, veterano, sua utilidade já não existe, por isso você está onde está. Longe como estava, longe com deveria se manter.


Cavalo de guerra, você ainda não arranjou ofensas, você parece velho demais pra nós dois, pra nós todos.

Eu vou responder. Quietinho, entraram na fila dos que esperam uma carta. Não se preocupem mais comigo, vocês têm preferência. Como sempre tiveram.

Rafael Lemos. 27-01-'09